A REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E AS PROFISSÕES QUE SOBREVIVEM À INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

20 de maio de 2024

A rápida evolução tecnológica tem gerado inquietação entre profissionais de diversas áreas, que temem perder seus empregos para a Inteligência Artificial (IA). Paradoxalmente, enquanto a tecnologia facilita muitas tarefas, ela também ameaça algumas profissões. No entanto, há áreas que permanecem resilientes diante dessa revolução, resguardadas por habilidades e competências humanas que ainda escapam à reprodução pelas máquinas, como a criatividade, a empatia e a capacidade de adaptação a contextos sociais complexos.

Um exemplo de profissão que se mantém robusta é a de locutor de mercado. Com anos de experiência, os locutores reconhecem que, apesar das inovações tecnológicas, o carisma e a interação com o público são insubstituíveis. A capacidade de atrair a curiosidade dos clientes, responder dúvidas e proporcionar uma experiência personalizada continua a ser uma competência humana essencial. A experiência e a observação do trabalho de outros profissionais também são aspectos que enriquecem a atuação desses locutores.

Na área culinária, a criatividade é fundamental. A tecnologia, longe de ser uma ameaça, tem se tornado uma aliada dos chefs e confeiteiros, simplificando tarefas sem substituir a essência do trabalho artesanal. Equipamentos avançados podem auxiliar em processos específicos, mas a humanização do atendimento e o carinho no preparo dos alimentos são características insubstituíveis pela IA. A inovação nas receitas e a personalização dos produtos para datas especiais reforçam a importância da criatividade e do toque humano na culinária.

A neuropsicologia, por sua vez, demonstra a importância da empatia e da compreensão das diferenças individuais. Mesmo com o avanço da IA, a capacidade de oferecer um olhar livre de julgamentos e um acolhimento genuíno é crucial para a saúde mental. A psicologia desempenha um papel vital em tempos de crise, promovendo conexões humanas profundas que as máquinas ainda não conseguem replicar.

A Inteligência Artificial, quando vista como uma ferramenta, complementa as atividades humanas. A automação já alterou significativamente tarefas cotidianas, como parte dos atendimentos e ligações telefônicas. No entanto, a resistência das pessoas em serem atendidas por máquinas em situações complexas ressalta a importância do contato humano. A IA pode otimizar processos, fornecer informações rápidas e precisas, e contribuir para a produtividade. No entanto, a revisão e a interpretação dessas informações exigem um olhar humano.

O desafio está em evitar a dependência excessiva da tecnologia e em garantir uma regulamentação que aborde questões como propriedade intelectual e combate às fake news. É essencial que os profissionais aprendam a utilizar a IA como uma ferramenta complementar, sem abrir mão de seu raciocínio crítico e capacidade analítica. A inteligência artificial deve ser vista como um complemento, não como um substituto para o conhecimento humano.

Enquanto a tecnologia avança e transforma o mercado de trabalho, algumas profissões se destacam por suas habilidades intrínsecas que ainda não podem ser replicadas por máquinas. A criatividade, a empatia e a adaptação continuam sendo competências humanas valiosas, garantindo a relevância e a resiliência dessas profissões na era digital.

DIREITO CONSTITUCIONAL

O INCONSTITUCIONAL PREGÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

A recente iniciativa do próprio STF em realizar o Pregão Eletrônico n. 90029/2024, que visa contratar serviços de monitoramento online e em tempo real da presença digital do tribunal em redes sociais, levanta preocupantes questões de coerência e respeito aos mesmos princípios constitucionais que o tribunal anteriormente defendeu